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Um dia Jamais será suficiente

  • 20 de nov. de 2017
  • 3 min de leitura

20 de novembro é dia de reflexão sobre a situação do negro no Brasil, mas um dia jamais será suficiente.

Hoje 20 de novembro, poderia ficar aqui escrevendo paginas e paginas pois os meus anos de militância me deram bagagem suficiente para o tema, porem prefiro postar um texto de um movimento no qual tenho um respeito enorme, pois além de lutarem por causas necessárias e pertinentes, tenho grandes amigas que fazem parte desse movimento.

Então vamos lá, boa leitura e principalmente boa reflexão...


O dia da consciência negra traz à tona a discussão sobre a cultura negra no Brasil, a contribuição da cultura Africana na formação da identidade cultural do nosso povo, palavras da língua portuguesa, música, folclore, costumes, religiosidade influenciadas e sincretizadas devido a presença do povo africano nesta terra. A lei 12.519/2011 estabeleceu a criação da data e de acordo com a lei não há a obrigação de feriado, mas em diversos municípios brasileiros a data é considerada feriado. Em 20 de novembro de 1695 falecia Zumbi, o líder do mais importante quilombo conhecido na História do Brasil. O quilombo dos Palmares, símbolo de luta, força e resistência negra. O povo negro trabalhou para a construção desse país, deu sua força, saúde e até mesmo suas vidas para erguer um país que a todo o custo tenta apagar sua cultura. Algumas cidades têm bairros que são conhecidos por agregar determinadas culturas, em São Paulo a Mooca é conhecida por ser bairro originado por famílias italianas, a Liberdade abriga japoneses e onde estão os bairros de cultura negra? Um exemplo disso é o bairro do Bixiga conhecido por ser bairro que abriga famílias italianas. O que não contam é que quando os italianos chegaram à cidade os negros já estavam lá há pelo menos 200 anos. Já se perguntaram por que as tradicionais escolas de samba de São Paulo estão localizadas em Bairros como Barra Funda, Limão, Casa Verde? Não? Simplesmente porque no passado esses bairros eram considerados periferia e nada melhor do que mandar os negros pra lá e deixar o então conhecido centro para os brancos europeus ou da elite. Enfim, sem perder o foco. E o genocídio da juventude negra? De acordo com o Atlas da Violência divulgado em junho/2017, a cada 100 pessoas assassinadas no Brasil 71 são pobres, negras e jovens das periferias. O que significa que o jovem negro tem 2,5 mais chances de ser assassinado que qualquer outra pessoa. Temos que falar também do racismo, negros são 64% dos desempregados sem recorte de gênero (sem diferenciar homens e mulheres), em geral quando empregados ganham menos do que os brancos. E as mulheres negras? Sofrem duas vezes mais preconceito e machismo. Tá vendo porque no Brasil a democracia racial é um grande mito? O 20 de novembro é dia de reflexão sobre a situação do negro no Brasil, mas devemos fazer isso todos os dias, todos os dias devemos nos impor contra o racismo, contra todo e qualquer tipo de discriminação, todos os dias. Um dia não é suficiente, para um país que “aboliu” a escravidão no papel, mas jamais valorizou o negro, só criminalizou sua cultura e seus costumes. Um dia jamais será suficiente! #MTPC


Créditos Texto e imagem


Movimento Toda Poderosa Corinthiana.


  • Notas


O nome do bairro Liberdade, hoje um bairro considerado japonês, se da por conta de que era um lugar usado para o acoite dos Negros e Negras que apenas conquistavam a LIBERDADE através da morte.


O nome do bairro do Bixiga, se da por conta dos Negros e Negras com varíola (Bexiga na época) que eram mandados para lá para se isolarem.


 
 
 

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